segunda-feira, 13 de outubro de 2008

CALIGRAFIA

Nas mãos que descrevem
o movimento da letra
há sempre algo de sagrado.
Algo como criar
universos a partir do nada,
algo como o surgir
de um milagre
aonde não se espera,
algo como
um gesto da graça:
oferta aberta,
cheia de dádiva...
Assim como
os anjos copistas
a descreverem nossas vidas
no útero livro
da eternidade.

2 comentários:

Laura Rocha disse...

perfeito!!!! do nada vão surgindo movimentos e traçados que iluminam as pupilam de quem aprecia esta arte milenar!!!!!!!!!!! te admiro demais !!!!!!!!!!!!!!

Thelma Regina Siqueira Linhares disse...

Muito bonito! Gostei!