segunda-feira, 13 de outubro de 2008

DA TERRA

Saber da Terra sua trilha,
conhecer seu seio
acolhedor e perene,
ser com ela sempre:
amigo, irmão, amante.

Saber seu poder, ternamente,
aquilo que há de rocha
e resistência (sua força antiga),
o que rompe o vento
e acolhe as águas com fúria.

Mas também saber da Terra
aquilo que passa... duna.
O que sustenta o fogo e úmida recobre:
vento aberto ao curso das águas,
(lago, fonte, chuva)
a ondulante areia ao sabor das brisas.

Saber da Terra seu sabor,
aquilo que há de maduro, seu fruto:
as estações e os vulcões,
os terremotos e os carvalhos,
bosques e colheitas,
o sal que tempera os mares.

Saber da Terra sua maternidade,
o ventre e o cálice, a estrada aberta,
o sentido oculto da terra
a guardar a semente, a florir das frutas;
o que nos sustenta os passos.

Enfim, saber da Terra sua materialidade;
o aprendizado constante das montanhas...
o sentido das campinas, o horizonte das praias.
Aquilo que se move, aquilo que fica:
o berço de toda vida, útero de toda dádiva.

Um comentário:

Analuka disse...

Olá, amigo, grata pelo convite para visitar teu blog! Estão muito bonitos teus poemas, refletem bem tua alma sensível, luminosa e terna, que irradia amor e energias benignas. A Terra e todos os seres precisam de pessoas assim! Abraços alados azuis.